Viajando para a Alemanha – parte 1

Atendendo ao pedido da Carol do blog Viajando na Maternidade, recorremos a nossa amiga Marcele, uma das responsáveis pelo Cozinha Pequena, para que ela nos desse umas dicas sobre a Alemanha, já que morou lá há um tempo com a filhota e o marido e é uma pessoa super antenada. Morando na Austrália atualmente, além do blog ela tem um programa de rádio bacana que toca MPB. Só que a moça caprichou tanto que decidimos dividir o post em dois: o antes de chegar lá e o que dá as sugestões já no destino. Segue a primeira parte do texto que ela enviou pra gente. Esperamos que curtam!

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Oi Eliane,
Parabéns pelo blog! Serviço e diversão! Tenho certeza que vai ser um grande sucesso!

Bom, quanto a viajar para Alemanha com pequenos, antes de mais nada, devo tb dar os parabéns para essa mãe corajosa e descolada! Já ouvi muitas mães desistirem de viagens internacionais por causa de crianças. Depois de algumas idas e vindas por aí, posso assegurar que não há nada mais gostoso e prazeroso do que conhecer o mundo ao lado do seu filhote. Basta se programar MUITO bem, e lembrar que o passeio é de todos! Aqui vão algumas dicas que aprendi com a prática:

– Reserva de passagens: A jornada começa com as passagens. Ao fazer as reservas aéreas, informe-se sobre os bercinhos para crianças menores de um ano/um ano e meio (geralmente na primeira fila da classe econômica) e solicite os serviços de bordo (cardápio infantil) para crianças maiores.

– O vôo: Para facilitar sua vida, dependendo do número de horas no vôo, faça um cálculo simples de quantas mamadeiras seu pequeno deveria tomar nesse intervalo de tempo. Leve as fórmulas ou misturas (tipo achocolatado e/ou leite em pó) dentro das mamadeiras, sem líquidos (lembre-se de que para entrar num avião hoje em dia é quase uma operaçao de guerra! Nada é permitido). Dentro da aeronave, peça a tripulação água filtrada (no caso de fórmulas) ou leite (no caso dos achocolatados). Isso (de só levar o pó) facilita na hora do aperto, deixa a bagagem de mão mais leve e cria menos confusão na hora do embarque (na maldita vistoria de líquidos e afins!).
(PS: Se certifique com a cia. aérea quantos gramas de substâncias são permitidos!)

Para criancinhas maiores, o grande desafio é mantê-los entretidos. Livros para colorir, de stickers, de palavrinhas cruzadas. Tudo vale! Outra coisa que aprendi foi o fator surpresa. Tirar da mochila algo inusitado (como um pequeno quebra-cabeças ou um bonequinho de montar das lojinhas de 1,99) são um grande trunfo e podem garantir quase uma hora de tranquilidade! Carregue com você o mantra: Muita paciência nessa hora! Principalmente com os pequenos mais ansiosos. Minha filha costuma perguntar quanto falta para chegar depois de 20 minutos de vôo. Mostrar o mapa do monitor, a distância entre os lugares, falar sobre as coisas que ela vai ver quando chegar lá, enfim, fazer com que a criança entenda o processo, faz a ansiedade diminuir e a sua viagem muito mais tranquila!

Na mala de mão, não esqueça de remédio para dor de ouvido, enjôo (mais uma vez: verifique os mls permitidos com a cia. aérea!) um par de roupinhas extras, fraldas, pomada de assadura, lencinhos umidecidos, e, aqui vai uma dica pessoal: pijamas. São quentinhos, muito práticos (pra hora do pipi) e con-for-tá-veis. Lembre-se que depois de 4 horas sentada, com pressão nos ouvidos, tudo pode incomodar uma criança!

(Em vôos longos, eu costumo colocar o pijama na minha filha pouco depois da decolagem. Fica ao seu critério o melhor momento de deixar os pimpolhos mais a vontade).
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Segue num próximo post!

Marcele Martins é jornalista e mãe da Clara de 8 anos.
Juntas, as duas colecionam aventuras de nove países, há sete anos!

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